Antes da criança chegar à escola, já passou por processos de educação importantes: pelo familiar e pela mídia eletrônica. No ambiente familiar a criança vai desenvolvendo as suas conexões cognitivas e suas linguagens. Os pais, facilitam ou complicam, com suas atitudes e formas de comunicação mais ou menos maduras, o processo de aprender a aprender dos seus filhos.
A criança também é educada pela mídia, principalmente pela televisão. Aprende a informar-se, a conhecer - os outros, o mundo, a si mesmo - a sentir, a fantasiar, a relaxar, vendo, ouvindo, "tocando" as pessoas na tela, que lhe mostram como viver, ser feliz e infeliz, amar e odiar. A relação com a mídia eletrônica é prazerosa - ninguém obriga - é feita através da sedução, da emoção, da exploração sensorial, da narrativa - aprendemos vendo as estórias dos outros e as estórias que os outros nos contam.
Durante o período escolar a mídia mostra o mundo de outra forma - mais fácil, agradável, compacta. Ela fala do cotidiano, dos sentimentos, das novidades. A educação escolar precisa compreender e incorporar mais a essas linguagens, desvendar os seus códigos, dominar as possibilidades de expressão e as possíveis manipulações. É importante educar para usos democráticos, mais progressistas e participativos das tecnologias, que facilitem a evolução dos indivíduos, para que com o auxilio dessas tecnologias minimizem-se os problemas crônicos de ensino-aprendizagem.
Há uma crescente dificuldade de comunicação entre o professor adulto, mais velho, e as crianças e os jovens. A forma de organizar e de transmitir a informação do professor é mais seqüencial, abstrata, erudita. Crianças e jovens pensam de uma forma mais sensorial, concreta, plástica, multimídica, "linkada", coloquial e nessas circunstancias a TV e vídeo ajudam o bom professor, atraem os alunos, mas não modificam substancialmente a relação pedagógica.
TV e vídeo exploram o visualizar, o ter diante de si as situações, as pessoas, os cenários, as cores, as relações espaciais (próximo-distante, alto-baixo, grande-pequeno, etc). O ritmo torna-se cada vez mais alucinante, por exemplo, nos videoclips – uma linguagem concreta, plástica, de cenas curtas, com pouca informação de cada vez.
No entanto, é necessário saber utilizar essa ferramenta, isto é, devem ser usados com meta proposta, como para introduzir um novo assunto, para despertar a curiosidade, compor cenários desconhecidos dos alunos, ajudar a situar os alunos nos tempos histórico biológico ou geológico, traz para a sala de aula realidades distantes dos alunos, como por exemplo a Amazônia ou a África. A vida se aproxima da escola através do vídeo.
Em contrapartida, essa ferramenta não deve ser usada como, por exemplo, quando há ausência do professor, ou sem que haja muita ligação com a matéria, ou ainda, sem discuti-lo ou integrá-lo com o assunto de aula.
Enfim, as linguagens da TV e do vídeo são dinâmicas, dirigem-se da afetividade para a razão. O jovem lê o que pode visualizar, precisa ver para compreender. Toda a sua fala é mais sensorial-visual do que racional e abstrata. Lê, vendo. E cabe ressaltar que é necessário saber usá-lo, como e quando.
Reginaldo Silveira
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Estive por aqui em visita ao seu blog! A proposito conhece a banda de Rock Tropeiro Pedra1? Em uma música deles fala de SC!!
ResponderExcluirOlá Prof Reginaldo!!!
ResponderExcluirNos dias de hoje e fundamental que façamos o uso de varias técnicas para cativar nossos alunos.
Abç!!!